[Tribal Brasil] As Iabás no Tribal Brasil através do método Laban

 por Kilma Farias

 

Dentro do Tribal Brasil, a inspiração vem também de arquétipos ligados às danças afro-brasileiras. Através das Iabás[1] Iemanjá, Iansã, Oxum e Obá essa construção pode ser mais bem observada, no sentido das intenções de movimento, subjetividades e atitudes geradas por cada orixá em diálogo com a individualidade da bailarina de Tribal e articuladas com outras hibridações de movimentos.

            Sobre a dança das Iabás no Xirê[2], Denise Mancebo Zenicola afirma que


O Estudo da Performance empresta insights importantes e abre campo para o entendimento intercultural, oferecendo questionamento crítico das práticas culturais nesse ritual, associadas aos aspectos da vida cotidiana. (ZENICOLA, 2014, p. 21)

             Ao pensar aspectos da vida cotidiana, podemos trazer o que Rudolf Laban chamou de Ações Básicas de Esforço. Estas foram estruturadas em oito ações com base na combinação dos Fatores de Movimento – Tempo, Espaço, Peso e Fluência (ou Fluxo).


As ações estão presentes em danças de qualquer tipo, folclórica, clássica ou contemporânea. Um salto provém da ação de saltar ou pular. As ações corporais são fáceis de serem compreendidas e a composição delas é excelente forma de introduzir as pessoas à dança. (MOMMENSOHN; PETRELLA, 2006, p. 128).

             Tendo em vista esse fácil acesso à compreensão da utilização das Ações Básicas em seu método, optei por esse sistema de análise dentro do Tribal Brasil. Mas para compreendê-lo, faz-se necessária uma breve explicação sobre Espaço, Peso e Tempo dentro da teoria de Laban.

            Laban nos diz que o Espaço de um movimento pode acontecer de modo direto ou indireto, também chamado de flexível. Quando há uma intenção clara, objetiva em mover, o movimento se caracteriza como direto. Quando não há uma orientação clara e o movimento se esboça como algo difuso, multifocal, o movimento é caracterizado com flexível ou indireto.

            No que diz respeito ao Peso, o movimento pode se desenvolver de modo suave ou firme, e todas as nuances entre os estados de tônus necessários para a ação. Quanto maior contração muscular, mais firme; quanto mais relaxamento, mais suave.

            O Tempo de um movimento em Laban pode ser súbito ou sustentado, e toda a gama de variações entre essas duas proposições. Caracterizando-se como súbito o movimento que ocorre num curto espaço de tempo; e sustentado, o movimento que ocorre num tempo longo, dilatado.

            Assim, apresento as Ações Básicas em Laban e suas implicações com os Fatores de Movimento Espaço, Peso e Tempo.

 

AÇÃO

ESPAÇO

PESO

TEMPO

Socar

Direto

Firme

Súbito

Pontuar

Direto

Suave

Súbito

Flutuar

Flexível/Indireto

Suave

Sustentado

Torcer

Flexível/Indireto

Firme

Sustentado

Talhar / Chicotear

Flexível/Indireto

Firme

Súbito

Pressionar

Direto/Indireto

Firme

Sustentado

Deslizar

Direto

Suave

Sustentado

Sacudir

Flexível/Indireto

Suave

Súbito

           

            Laban nos diz que:

Deuses que flutuam acima das águas demonstram no ritual, ou representação pictórica, uma atitude complacente em relação aos fatores de Tempo, Peso e Espaço no movimento. Flutuar é um movimento leve e flexível que espelha um estado de espírito de semelhante conteúdo. (LABAN, 1978, p. 44).

           

Iemanjá

                     Zenicola (2014, p. 107) nos fala da dança de Iemanjá na qual identifico a ação de Flutuar como a tônica do mover desse orixá, embora tenhamos a compreensão das várias faces de Iemanjá, assim como as várias personificações trazidas ao mundo, influenciadas pela subjetividade no corpo de quem a recebe. Essa correlação oferece subsídios para que a bailarina de Tribal Brasil se oriente pela ação de Flutuar em sua construção e seus possíveis desdobramentos, buscando pontuar a dança com pequenos contrastes de ação. 

            Pode-se ainda buscar em outras culturas representatividades que possuam simbologias semelhantes, como, por exemplo, lendas de sereias, deidades celtas das águas, e articular com o que é semelhante, complementar ou contrastante. A bailarina também busca em si o que flutua. Traz de seu mundo particular, da sua subjetividade para propor diálogos entre suas flutuações e a ação de Flutuar presente na dança de Iemanjá.

Na dança de Iemanjá não existem movimentos grandes, ampliados ou mesmo em alta velocidade, possivelmente como reflexo das características do orixá; o gestual das mãos lembra carícias na água, elemento do qual faz parte, empurrando-a para trás do corpo. Seu deslocamento é suave, ligeiramente contido, como se flutuasse ou caminhasse dentro da água [...] (ZENICOLA, 2014, p. 107).

            Laban nos diz que desde tempos remotos que o homem atribui sua ação de mover a impulsos divinos. Ele nos fala que “[...] os deuses eram os iniciadores e também os incitadores do esforço em todas as suas configurações. E, além disso, eram os símbolos das várias ações de esforço.” (LABAN, 1978, p. 45).

Havia deuses que talhavam, que lutavam contra o tempo e contra o peso com ligeireza e poderosa resistência e, não obstante, eram flexíveis no espaço, ou seja, facilmente se adaptavam às mudanças de forma. (LABAN, 1978, p.45.).  

Iansã
         

              A ação básica de Talhar aproxima-se da tônica dos movimentos de Iansã. A mudança faz parte do repertório de intenções desse orixá, assim como a ligeireza. Iansã é a senhora dos ventos e tempestades, e como tal sopra aonde quer e com a intensidade que quer. Ela chicoteia o ar dispersando energias negativas. Sobre aquele que corporifica Iansã, Zenicola diz que

Dança em impulsos e muda rapidamente de um a outro extremo, de humor e de desempenho corporal, num piscar de olhos, alternando movimento retos com curvos, breves corridas, giros em plano médio e alto, gritos. Sua dança assume constantes gradações de mudança na qualidade de peso, que varia fortemente, caracterizada pela mudança de força do movimento. (ZENICOLA, 2014, p. 103).


            A tônica em Iansã é a mudança. Daí a necessidade de buscar no Tribal Brasil movimentos mais ágeis para sua interpretação, mudanças de temperamento e intenção de movimento que produzem estados de presença variados. Um bom exemplo são os giros, pois tanto geram deslocamentos com trajetória em espiral, simbolizando o próprio furacão, como literalmente produzem vento no palco.

            Como já falamos, o Tribal propõe fusionar, hibridizar, traduzir; e esse processo se constrói a partir do atrito entre diversas expressões culturais. Por esse motivo, para a construção de uma Iansã no Tribal Brasil, pode-se buscar semelhança, por exemplo, nos povos berberes que vivem em constante movimento sendo nômades e também desenvolvem a dança com sabres, ou na tempestade de areia do deserto, o sirocco. Ao mesmo tempo, a bailarina deve estar sensível para perceber suas inquietações e inconstâncias, suas mudanças de humor e fazê-las dialogar na construção da sua Iansã pessoal pra o palco.

Obá

            Já para pensar a possível construção de uma Obá no Tribal Brasil, pode-se recorrer à ação de Sacudir. Vejamos o que diz Laban sobre essa ação:

As resplandecentes divindades da alegria e da surpresa são frequentemente caracterizadas, nas danças, por movimentos de sacudir e fremir. Aqui a sensação de leveza se casa a uma indulgência com espaço, que é evidenciada na flexibilidade e na plasticidade dos movimentos. Aparições e desaparições súbitas conferem aos movimentos de sacudir e fremir a sua luminosidade (LABAN, 1978, p. 45).

            O Sacudir é uma ação que envolve movimentos de Tempo súbito, Peso leve e deslocamentos indiretos, flexível. A “alegria e a surpresa” destacadas por Laban podem identificar-se com a virilidade guerreira de Obá e com a surpresa ao perceber a reação repulsiva de Xangô ao vê-la oferecendo-lhe a própria orelha cortada. Construção mitológica que sustenta a rivalidade entre Obá e Oxum, visto que esta última havia influenciado Obá a cometer tal ato.

 

Obá é considerada um orixá feminino muito enérgico [...] essa dança, assim como o orixá, revela uma alternância característica, através da corporalidade, que ora curva-se enganada por uma insinuação da sua rival, ora empunha uma arma à frente do seu corpo, pronta a guerrear. (ZENICOLA, 2014, p. 110).

 

            Ao construir uma Obá no Tribal Brasil, pode-se, por exemplo, associá-la a Neith, deidade egípcia que é mostrada como uma mulher atlética e ágil, também com forte ligação com o universo da caça. No processo de exteriorização, pode-se buscar a relação consigo mesmo, com o amor próprio, a força dentro do feminino, o “caçar-se” a si mesmo. 

Oxum

            Para abordar Oxum, destaco a ação de Deslizar. Assim como a água que desliza entre si mesma e o lodo nas profundezas dos rios. Laban nos diz que Deslizar é um:

[...] movimento sustentado e direto com toque leve. Ao deslizarem, o homem e sua divindade envolvem-se na experiência da infinitude do tempo e da cessação do peso da gravidade, embora estejam ambos atentos para a clareza dimensional de seus movimentos. (LABAN, 1978, p. 44).

            Ser claro e direto nos movimentos, buscando ausência de peso através de trajetórias contínuas de linhas bem definidas de braço, por exemplo. Gerar experiência da cessação do tempo é possível através da utilização de uma música sem muitas variações, onde a brincadeira do variar acontece no movimento do corpo do bailarino, causando a sensação de que o tempo parou, de que o corpo dançou há bastante tempo, mas a música ainda está lá da mesma forma, suspensa no espaço.

            Esse recurso musical é utilizado nos rituais religiosos de matrizes afro-brasileiras que envolvem dança. Os toques dos orixás, alguns pontos de candomblé, assim como cânticos indígenas, buscam suspender o tempo, manter os participantes na sensação de infinitude, a sensação do tempo eterno que se faz contínuo, que se faz unidade com o ser que dança.

A expressividade de sua dança é composta por um fluxo livre de movimentos, leveza, um tempo desacelerado e contínuo. O fraseado coreográfico contém um balanço específico, que inclui o aumento gradual da intensidade expressiva. Oxum se move em harmonia espacial, usando movimentos de alcance médio, ou seja, seus movimentos não são tão expansivos ao projetar-se para fora do seu eixo corporal. (ZENICOLA, 2014, p. 106).

           Esse Deslizar pela música e pelo espaço pode ser um ponto de partida para se trabalhar a construção de Oxum no Tribal Brasil. O bailarino também pode buscar pontos semelhantes, complementares ou contrastantes com outras personalidades míticas das águas doces como a Iara ou Mãe D’água, Ondinas e Nereidas.

Zenicola (2014, p. 110) propõe uma tabela de atitudes e intenções de movimentos para as Iabás, não como um modo reducionista de abordar a dança desses orixás. Mas como um ponto de partida para o entendimento das tônicas em cada corporeidade.

 

 

Ação

Ação Básica

Ação secundária

Peso

Tempo

Espaço

Fluência

Iansã

Talhar

Forte

Flexível Expandida e/ou Recolhida

Bater Ativar Chicotear

Firme ou suave Enérgica

Súbita Curta duração

Direta Imediata Flexível e linear

Livre

Oxum

Deslizar

Leve Flexível Recolhida ou Expandida

Alisar Borrar

Suave Relaxada

Sustentada Prolongada

Expansão Flexível

Livre

Iemanjá

Flutuar

Leve Densa Recolhida

Mexer Remar

Suave

Sustentada Prolongada

Direta Flexível

Progressão Densa

Obá

Sacudir

Forte Recolhida

Roçar Agitar em trancos

Firme Enérgica

Sustentada Prolongada

Direta Imediata Linear

Progressão Controlada

Fonte: ZENICOLA, D. Performance e Ritual: a dança das Iabás no Xirê, Maud X: Faperj, 2014, p. 110

           

            Abordar corporeidades afro-brasileiras no Tribal Brasil é antes de mover externamente, mover o interno, a subjetividade. E essa interioridade vem atrelada há um legado histórico de bailarinas que retratam deusas que dançam. Podemos falar de uma possível memória coletiva dançada, tendo no corpo a centralidade dessa experiência.

            Recordar ancestralidades e dar corpo a essas deusas é dar corpo há um processo sociocultural de luta pelo empoderamento da mulher. É levar diversas formas de pensar o feminino e sua sensibilidade para um lugar de visibilidade que é o palco. Questionar o social através da arte é, para o bailarino de Tribal Brasil, uma forma de ser no mundo e com o mundo.

            Ao tomar conhecimento das Iabás, abre-se a oportunidade de conhecer uma tradição com toda a sua complexidade simbólica e espiritualidades atreladas. Assim, o respeito nutre o processo investigativo dentro da pesquisa performativa. Conhecendo, vivenciando e articulando reelaborações com o corpo, o bailarino desenvolve uma espiritualidade através do ultrapassamento do humano ao reconhecer-se na alteridade e ao tomar contato com visões de mundo diversas. Desse modo, a dança colabora para a formação do sujeito pela prática de si mesmo e pela consequente flexibilização de conceitos, através da articulação de culturas e consequentemente de visões de mundo, compreensões de corpo e de subjetividades.

  


[1] “Orixás femininos do candomblé de origem iorubá, as Iabás, conhecidas no Brasil pelos nomes Iansã, Oxum, Iemanjá e Obá.” (ZENICOLA, 2014, p. 17).

[2] “Festa pública dos terreiros de candomblé e, no momento que acontecem, intermediam a comunicação com os orixás”. (ZENICOLA, 2014, p. 17).


Referências Bibliográficas 

LABAN, Rudolf. Domínio do movimento. São Paulo: Summus, 1978.

MOMMENSOHN, M; PETRELLA, P. Reflexões sobre Laban, o mestre do movimento. São Paulo: Summus, 2006.

ZENICOLA, D. M. Performance e ritual: a dança das Iabás no Xirê. Rio de Janeiro: Mauad X: Faperj, 2014.

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Tribal Brasil - Identidade no Corpo


Kilma Farias (João Pessoa-PB) é bailarina, professora, coreógrafa, produtora e pesquisadora na área da dança. É formada em Licenciatura em Dança e Jornalismo pela Universidade Federal da Paraíba. Mestra em Ciências das Religiões pela UFPB, desenvolveu dissertação voltada para a relação entre presença cênica e espiritualidade na Dança Tribal.  Clique aqui para ler mais post dessa coluna! >> 


[Resenhando-SP] Dark Fusion Brazil Online - 1ª Edição

 por Irene Rachel Pattelli



No dia 31 de agosto estreou o programa voltado ao estilo, Dark Fusion Brazil Online no canal do youtube do Studio Online - Gilmara Cruz. Estava muito interessante, curti a dinâmica de ter apresentações e explanações intercaladas, o tamanho do programa ficou bem agradável, nem  demais nem de menos, me senti animada para o próximo.


O programa contou com as apresentações das bailarinas:


Rhada Naschpitz (RJ)


Shabbanna Dark (DF)


Honora Haeresis (CE)

Gilmara Cruz (SP)

Idealizadora e organizadora do evento


Akzara Martini (Venezuela)

Entrevista sobre Dark Fusion

Kambrah Gil (México)

Entrevista sobre Dark Fusion


Ariellah (EUA)

Entrevista com a criadora do estilo

O programa pode ser visto na íntegra nas versões português e inglês:


Versão em português:


Versão em inglês:


O depoimento da Shabbanna sobre o “Piercing Wings” foi muito bom, com informações super relevantes sobre o preparo para a performance e cuidados.


Para os amantes do estilo (seja profissional, curioso, aluno, etc) o programa é um prato cheio e espero que traga mais força à cena dark fusion que anda bem murcha em São Paulo/SP, mesmo antes da quarentena o estilo já não estava tão forte. Já em Curitiba/PR e Rio de Janeiro/RJ vemos mais eventos ligados ao mesmo.


Esperamos que após a quarentena possamos ter eventos voltados para o dark fusion em SP com bastante público e participantes.


Minha esperança é que pós pandemia o mundo da dança volte borbulhante com muitos eventos presenciais. Enquanto isso seguimos protegidos a espera da vacina.


Beijinhos virtuais e até a próxima matéria!!!


#vemlogovacina


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Resenhando-SP



Irene Rachel Patelli (São Paulo-SP) é técnica em dança formada pela Etec de Artes/SP, coreógrafa, bailarina/dançarina, performer, professora de tribal fusion, dark fusion e ATS. Formação em yôga, pesquisadora de ghawazee e zaar. Clique aqui para ler mais post dessa coluna! >>

[Resenhando-RJ] 3ª Convenção Carioca de Dança Tribal e Fusões (2019)

por Fran Lelis


Pensa num evento gostoso de participar, com um clima acolhedor, muito bem organizado, com ótimos profissionais ministrando workshops, apresentações plurais cheias de técnica e criatividade... Pensou? Então, esse evento é a Convenção Carioca de Dança Tribal e Fusões que acontece no Rio de Janeiro, desde 2017. Caminhando para sua quarta edição (que será online), a Convenção já se tornou uma referência na nossa região para praticantes de ATS/FCBD Style®, Tribal Fusion e outras fusões. Eu participei de todas as edições e a cada ano fico mais apaixonada por esse evento.

Como o Blog Coletivo Tribal está retomando suas atividades e esse é o meu primeiro texto aqui (Uhull!), achei importante relembrar a edição 2019 da Convenção Carioca, que foi memorável!

Professoras que ministraram workshops

Sobre os workshops oferecidos nessa edição, tivemos como professoras: Alynah al Bastet, Nadja el Balady, Daria Lorena, Lucielle Le Fay, Natália Espinosa, Aisha Hadarah, Aline Muhana e Jessie Ra’idah (que também é a organizadora e grande anfitriã da Convenção). É muito bom ter a oportunidade de conhecer a qualidade do trabalho e o profissionalismo das professoras cariocas num só evento. São artistas incríveis que merecem ser conhecidas no Brasil todo.  

Além, é claro, da grande atração especial, Ebony Qualls! Essa diva das fusões ministrou três workshops: 1.21 Jigglewatts, dedicado aos shimmies; Layer cake onde aprendemos uma sequência avançada com foco em sobreposições; e o The Belly Dance Wildcard com combos super criativos com diferentes referências, de popping a samba!

Ebony Qualls (EUA)



Um pouquinho dos workshops da Ebony:

Sequência do workshop Layer Cake: 


Jessie ensinando Ebony a sambar na Cinelândia:

           

Ao todo, tivemos 14 horas de workshops em dois dias. No final da última aula eu não sentia mais meus braços nem minhas pernas. Mas estava com um sorriso imenso, feliz da vida. Foram dois dias intensos, com muita dança, trocas, aprendizado, risadas e abraços.

Workshop com Ebony Qualls


Workshop com Jessie Ra’idah


Workshop com Natália Espinosa

Além das aulas, a terceira edição da Convenção Carioca também contou com mostra de dança, concurso e Grand Show. Performances lindas, diversas, emocionantes. No Grand Show, além das professoras, também se apresentaram Raphaella Lua, Luã Lima, e os grupos, Resistência Bellyblack, Zaman Tribal, Raq7, Tribo do Rio, Loko Kamel Tribal Dance, Ártemis e Laboratorium Tribal.

Raphaella Lua (EUA)


Loko Kamel Tribal Dance

Ártemis
Resistência Bellyblack

Jessie Ra’idah


Aline Muhana

Ebony Qualls (EUA)

O show, de certa forma, foi além do palco e se espalhou pela coxia e pela plateia, na mistura e interação entre profissionais, alunos e público, num clima de incentivo e partilha. Essa é a característica mais bonita da Convenção Carioca, todo mundo muito feliz por estar alí, contribuindo de forma generosa para concretização do evento.

Em maio desse ano, já na pandemia, como forma de nos reunirmos mesmo que remotamente, rolou a transmissão online do Grand Show pelo Facebook e foi muito bom poder interagir pelos comentários enquanto assistíamos as apresentações, matar um pouco da saudade dos encontros que a Convenção Carioca proporciona. Ainda dá pra conferir:


Acho relevante comentar também que a Convenção Carioca de Dança Tribal e Fusões é um evento produzido por uma mulher negra, Jessie Ra’idah, e que desde a primeira edição coloca no quadro de professores, no palco do Grand Show e nos cartazes de divulgação, artistas com diferentes corpos, idades e sexualidades, e que a primeira atração internacional foi uma mulher negra. No nosso atual contexto, onde grupos subalternizados questionam padrões e denunciam a invisibilidade e a falta de oportunidades para profissionais negros e LGBTs, ter um evento como a Convenção Carioca nos dá esperança e estímulo para tornar nosso cenário de dança verdadeiramente mais inclusivo e diversos.

Quem sabe a gente se encontra nas próximas edições?

Grand ATS

OBS: Todos que se apresentaram na Convenção Carioca são convidados a participar do Grand ATS, o encerramento do evento, todo mundo dançando junto, partilhando o palco, dividindo a alegria de dançar.

Encerramento do Grand Show


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Resenhando-RJ


Fran Lelis (Volta Redonda-RJ) é professora SEEDUC RJ, especialista em História do Brasil pela UFF, mestra em História pela UFRRJ. Dançarina de Tribal Fusion com registro profissional pelo SPDRJ (DRT:56/032). Clique aqui para ler mais post dessa coluna! >> 
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Resenhando-RJ por Fran Lelis

Coordenação Região Sudeste - Núcleo Rio de Janeiro:

Fran Lelis,  Volta Redonda-RJ, Brasil


Professora SEEDUC RJ, especialista em História do Brasil pela UFF, mestra em História pela UFRRJ. Dançarina de Tribal Fusion com registro profissional pelo SPDRJ (DRT:56/032).










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