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[Resenhando – RJ] Estilo Tribal Live! – Ciclo de Entrevistas

 por Fran Lelis

O ano de 2020 foi desafiador, a gravidade da pandemia tornou o isolamento social a principal arma para combater a propagação do covid-19. Diante desse cenário, a internet e as redes sociais se tornaram o principal meio de encontros e trocas.

Buscando novas maneiras de aproximar nossa comunidade, Nadja El Balady, uma das pioneiras do estilo tribal no Brasil, aproveitou um espaço online já existente, o grupo do Facebook “Dança Tribal Carioca”, e promoveu um ciclo de entrevistas com profissionais que fazem parte da história do estilo no estado do Rio de Janeiro.


 Nadja El Balady, sobre esse projeto, denominado Estilo Tribal Live! :

“Estilo Tribal Live! O ciclo de entrevistas que produzi entre julho e agosto de 2020 visando movimentar a comunidade de estilo tribal do Rio de Janeiro no momento mais agudo da pandemia de covid-19. As entrevistas foram realizadas no grupo do facebook Dança Tribal Carioca, com exceção da primeira, que acabou acontecendo pelo Instagram do grupo Loko Kamel Tribal Dance, devido a problemas técnicos."


"As entrevistadas deste primeiro ciclo foram: Aline Muhana, Isabel de Lorenzo, Jessie Ra’idah e Dária Lorena. Elas foram escolhidas entre algumas das que, junto a mim, fizeram parte do nascimento do estilo no Rio de Janeiro e também no Brasil. Foram convidadas a contar um pouco de sua trajetória na dança e a escolha pelo estilo tribal como forma de expressão e o que isso significava numa época de pouco acesso a internet e quase nenhum recurso para estudar, nem nenhuma grande professora do estilo disponível no Brasil. Foram também convidadas a falar a respeito de assuntos polêmicos do momento, como apropriação cultural, a nomenclatura tribal que está em questionamento internacional e também pontos de vista pessoais sobre racismo e os desafios de artistas negras e de periferia em exercer esta atividade de maneira profissional."


 

"Cada uma das entrevistadas deu sua contribuição ímpar para debates importantes no nosso meio, de acordo com suas experiências: Aline Muhana,  que comigo fez parte do primeiro grupo de estudos em ATS no Brasil, a Tribo Mozuna; Isabel de Lorenzo foi a primeira professora a ensinar ATS no Rio de Janeiro através dos eventos que produzi naquele período; Jessie Ra’idah e Dária Lorena fazem parte de uma segunda geração de dançarinas de tribal que estudaram com as primeiras professoras do Rio de Janeiro e passaram a colaborar profissionalmente com o crescimento da cena dando aula e produzindo eventos.

Os vídeos das entrevistas se encontram disponíveis no meu canal, Nadja El Balady, no Youtube. Planejo um novo ciclo de entrevistas para 2021 convidando outras personagens da história do estilo tribal no Rio de Janeiro para apresentar suas trajetórias, pensamentos e reflexões acerca da nossa cena artística.”

 

As entrevistas foram muito ricas, promoveram importantes reflexões sobre o atual momento do estilo, como também abordaram alguns caminhos trilhados pelo estilo tribal de dança do ventre no Rio de Janeiro, num diálogo muito potente – e necessário – entre passado e presente, pois dentre todos os debates que estão sendo levantados atualmente, se torna claro a urgência de analisarmos os meandros do passado da nossa dança e de suas influências, para entendermos o que somos e queremos hoje enquanto dançarinas de estilo tribal.

Acredito que esse material é muito relevante para comunidade, podendo contribuir para estudos e pesquisas, um meio de partilhar da memória do estilo tribal, além de ser uma forma de conhecermos um pouco mais a carreira e a vida de quatro profissionais inspiradoras que continuam a contribuir muito para o nosso meio.

 

📌 Pra você assistir as entrevistas:

Entrevista com Aline Muhana:


Entrevista com Isabel De Lorenzo:


Entrevista com Jessie Ra'idah:


Entrevista com Dária Lorena:

 

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Resenhando-RJ


Fran Lelis (Volta Redonda-RJ) é professora SEEDUC RJ, especialista em História do Brasil pela UFF, mestra em História pela UFRRJ. Dançarina de Tribal Fusion com registro profissional pelo SPDRJ (DRT:56/032). Clique aqui para ler mais post dessa coluna! >> 


Entrevista #21: Isabel De Lorenzo


Nossa entrevista do mês de novembro é a brasileira Isabel De Lorenzo que hoje vive e trabalha com o estilo Tribal em Roma, Itália. Isabel nos conta sua trajetório com o ATS® na Itália,seu evento de repercussão internacional na Europa, o Roma Tribal Meeting, seus projetos futuros com a dança e muito mais! Confira!

BLOG: Conte-nos sobre sua trajetória na dança do ventre/tribal. Como tudo começou para você?
Desde pequena eu estudei balé, jazz, dança contemporânea. Sempre com muito amor, com ótimos professores e com muitas amigas ao redor, fazendo pequenas viagens de estudo e apresentações na região de Araraquara, minha cidade natal. Isso foi entre 1976 e 1986, quando então me mudei para São Paulo, para fazer a universidade. Não sei bem explicar por que, mas com essa mudança eu acabei deixando um pouquinho de lado a dança. Mas por pouco tempo. Em São Paulo encontrei casualmente a dança do ventre, com a professora Marcia Nogueira. Ela era encantadora, mas a dedicação aos estudos universitários não me permitiu seguir as aulas com continuidade. E de novo me afastei. Mas esse encontro com a dança do ventre de alguma maneira me marcou profundamente, tanto é verdade que,  assim que pude voltar a dançar (aos 19 ou 20 anos), escolhi a dança do ventre e nunca mais parei.


BLOG: Quais foram as professoras que mais marcaram no seu aprendizado e por quê?  
Tango o della casta voluttà (2005)
Photo Pasquale Modica
Minha querida amiga Yasmin Nammu foi minha primeira mestra (e eu, se não me engano, sua primeira aluna). Passei anos freqüentando seu estúdio em São Paulo. Quando me mudei para a Itália,  foi o coreografo egípcio Saad Ismail quem completou minha formação na dança oriental. Desde que comecei a me interessar pelo estilo tribal, em torno ao ano 2000, minha referência foi sempre Carolena Nericcio, que tive oportunidade de encontrar quatro vezes pessoalmente, das quais a mais importante foi a formação intensiva em São Francisco (2010). Estudei com dezenas de outros professores, alguns bons, alguns maravilhosos e alguns simplesmente “ok”. Para mim um professor tem que transmitir muito mais do que uma técnica, mas uma cultura, um modo de ser, um approach ao movimento e à vida. Nesse sentido, quem mais me marcou na dança tribal foi minha também querida amiga Geneva Bybee.
 
BLOG: Além da dança tribal você já fez ou faz mais algum tipo de dança? Há quanto tempo?
Eu sempre tive curiosidade de conhecer outras danças, e quando posso faço alguma aula ou workshop de flamenco, de butoh, de dança contemporânea ou de balé, de tribal fusion e de danças ciganas. É mais para nutrir a alma, para inspirar no corpo novas posturas. Eu também pratico constantemente pilates e ando de bicicleta.

BLOG: Quais foram suas primeiras inspirações? Quais suas atuais inspirações?
Minha inspiração é sempre a Arte: música, poesia, artes visuais, teatro. É dali que vem todas as minhas idéias, inspirações e projetos.

BLOG: O quê a dança acrescentou em sua vida?
Festival BellyFusions (2011)
Photo Severine Jambot
Em um certo período em que estava refletindo muito sobre o papel da dança na minha vida, eu tive um sonho: estava bordando uma roupa no corpo (como às vezes realmente faço!) e junto com o tecido eu costurava a pele. Não era uma imagem de dor. Era uma representação da dança costurada no corpo, naturalmente. Então, para mim é isso: a dança acrescentou um sentido a tudo, ao corpo e à existência no espaço e no tempo.

BLOG: O quê você mais aprecia nesta arte?

Eu amo muito a imediatez da dança, no sentido que não necessita nenhum instrumento além do corpo. A música, claro, é a parceira número um da dança. Mas nem a música é fundamental, no fundo. Só o corpo mesmo.

BLOG: O quê prejudica a dança do ventre e como melhorar essa situação?Você acha que o tribal está livre disso?
A dança oriental nasceu com um aspecto popular, autêntico e espontâneo, porém possui também outro mais refinado, cortesão e culto. Este segundo aspecto quase se perdeu, e todas as variantes da dança do ventre que hoje são praticadas (inclusive o tribal) provém do baladi, do folclore, do cabaret, da festa. Eu quero dizer que a dança espontânea é legal, mas nem sempre é artística. Fazendo uma analogia, seria o mesmo que a arte em relação ao artesanato. É enfim no teatro – na minha opinião - que a dança pode atingir o máximo da sua expressão, pois no teatro, juntamente com a pura expressividade corporal, entram em jogo outros conceitos como composição, iluminação, direção etc. Eu acredito que a melhor ambição para a dança, seja oriental ou tribal, é o palco.
Tribal Tour Isabel De Lorenzo Geneva Bybee, Salvador (2010)
BLOG: Você já sofreu preconceitos , indignação ou frustração durante seu percurso na dança?E conquistas?Fale um pouco sobre elas.
Ser uma dançarina profissional não é a coisa mais fácil deste mundo, mas é uma grande riqueza, pois a visão de mundo que a dançarina adquire, mesmo enfrentando pequenas frustrações ou preconceitos, é ampla e doce,tornando-se incomparável. Eu não sofri grandes preconceitos ou frustrações, muito menos indignações, e sempre enfrentei os obstáculos com coragem. Claro que não foi assim fácil, pois para sentir-me livre na dança como profissão eu tive simplesmente que mudar de país. Esta foi ao mesmo tempo minha maior dificuldade e minha maior conquista.
 
BLOG:
Você foi uma das primeiras bailarinas brasileiras a se envolver com o ATS®, por quê você começou a querer ou ver necessidade em se aprofundar no ATS®? Como eram as informações sobre o estilo na época em que você começou a pesquisar?
Sabe-se bem que atualmente é muito fácil sentir-se atualizado com os acontecimentos do mundo tribal, por causa da internet acessível a todos. Isso é ótimo por um lado, mas por outro torna o aprendizado superficial. Em 2000 eu descobri a comunidade tribal americana, também pela internet e, imediatamente, comecei a encomendar livros, cds e dvs para estudar, junto com um grupo de amigas na Itália. Constituímos a primeira formação da troupe Carovana Tribale e, apesar de sermos autodidatas, tínhamos já uma longa experiência na dança oriental. Desde então, eu não parei mais de estudar, e nem pretendo parar! O American Tribal Style® me cativou  pelo trabalho de grupo, pela estética, pela filosofia proposta e pela constante evolução.
Tango o della casta voluttà (2005)
 Photo Pasquale Modica
BLOG: Como é o cenário da dança tribal na Itália e Europa na época em que você começou com a dança por lá e como ela é agora? Pontos positivos, negativos, apoio de Roma, repercussão por parte do público bem como pela comunidade de dança do ventre/tribal?
Até 2006, pelo menos, havia apenas dois grupos de tribal na Itália: a Carovana Tribale, em Roma, praticando ATS®, segundo o Fat Chance Belly Dance, e Les Soeurs Tribales,  em Milão, praticando ITS estilo Gypsy Caravan. Somos muito amigas e sempre compartilhamos com alegria o fato de sermos pioneiras. Só bem mais recentemente, com a explosão da Tribal Fusion (após Bellydance Superstars), é que este estilo passou a ter mais visibilidade na Europa. Tem sido um caminho lento,  mas decisivo, vejo que o ATS® atrai cada vez mais dançarinas de outros estilos (seja oriental, seja fusion) que sentem vontade de compartilhar momentos de dança. E assim a comunidade cresce.

BLOG: Conte-nos como surgiu a Carovana Tribale, a etimologia da palavra, seus
integrantes, qual estilo marcante do mesmo e se ele sofreu alguma mudança estrutural ou de estilo desde quando foi criado até agora.
Carovana Tribale (2010)
Photo Raniero Gelli

 A palavra “caravana”, como se sabe, vem da língua persa e significa um grupo que viaja no deserto. Quando denominamos  “Carovana Tribale” (que em italiano significa obviamente “caravana tribal”),com  a primeira formação da nossa troupe (éramos três), tivemos a idéia de simplesmente unir inspirações em torno do conceito de viagem: onde houvesse “tribal”, lá estaríamos em comboio. E assim foi. A troupe se modificou, incluiu alunas por um certo tempo e depois voltou a ser mais profissional. Hoje em dia somos eu e Silvia Grassi, minha aluna de muitos anos e atualmente soberba dançarina, que conduzimos “la Carovana”, por vezes convidando hóspedes, colegas, alunas, ou dançando com a nossa companheira desde muitos anos, Lucilla Giorgetti.



BLOG: Você é produtora do evento Roma Tribal Meeting que se destaca na Itália e vem se destacando no cenário de eventos europeus. Conte-nos como surgiu a idéia do evento, sua proposta e objetivos, organização e elaboração deste,bem como a repercussão do mesmo para a comunidade tribal quanto para seu público na Itália e também abrangendo a Europa.
  
Tribal Tour Isabel De Lorenzo Geneva Bybee,
 Salvador (2010)
O Roma Tribal Meeting surgiu de uma idéia da dançarina americana Geneva Bybee, que esteve várias vezes na Itália, entre 2006 e 2011. Ela teve um papel fundamental na formação da primeira geração de Tribal Fusion na Europa, porque sempre transmitiu técnica de alta qualidade e sobretudo uma filosofia de vida inspiradora para a nascente comunidade Tribal, principalmente na Itália. Com o apoio da minha sócia no centro de dança San Lo’, criamos a primeira edição do Roma Tribal Meeting (em 2010) de maneira muito intuitiva, sem grandes pretensões, e o projeto funcionou. A beleza deste evento (cuja quarta edição será em maio de 2014) é que professoras e companhias de vários países europeus apresentam suas propostas de participação (em resposta uma “Call for Artists”, uma espécie de edital), e assim a equipe organizadora cria um mosaico de workshops e performances que abrangem todos os estilos da dança tribal, do ATS® ao dark/gótico. Alunas de inúmeros países (da Espanha à Rússia, do Reino Unido à Republica Tcheca, etc.) tomam parte aos workshops e se apresentam no Open Stage/Hafla. A cada edição, temos também um hospede especial para a musica ao vivo: já participaram o duo californiano Helm, o beatboxer Pete List, o ensemble de percussão italiano Takadum Orchestra. A cada edição propomos um tema que é discutido por todos numa interessantíssima mesa redonda. É um evento no-profit que obtém resultados excepcionais do ponto de vista do fortalecimento da comunidade, que é, enfim, o nosso objetivo. Neste momento está aberta a “Call for Artists” para a edição 2014. Seria muito bom começar a receber bailarinas de além-mar também!

Isabel De Lorenzo e Carolena Nericcio
BLOG: Em 2010 você obteve sua certificação em ATS® com a criadora do estilo, Carolena Nericcio. Gostaria que nos explicasse melhor sobre o processo de certificação(General Skills/ Teacher Training1 e 2) e como se alcança o tão estimado selo de Sister Studio. E qual importância de conseguir tal certificação, em sua opinião?
A especialização em São Francisco com Carolena Nericcio (em 2010) foi um dos melhores momentos da minha carreira, por várias razões. A experiência de passar quinze dias freqüentando cotidianamente o estúdio-mãe, ou seja, o FCBD®, é em si enriquecedora tecnicamente e humanamente. O General Skills ou resumo do formato ATS®, é uma passagem importante, através da qual a dançarina pode incrementar a própria qualidade técnica e a própria visão do ATS®; é um curso aberto a todos os níveis. O Teacher Training é um precioso método para a transformação do conhecimento acumulado em informação a ser transmitida corretamente. Eu sempre acreditei que uma boa professora necessita muito mais do que um training intensivo, ou seja, uma inteira vida dedicada ao estudo constante e ao ensino consciente. Mas, tenho que admitir, o Teacher Training, mesmo que breve, me acrescentou bastante. O selo Sister Studio é obtido por meio de um pedido endereçado diretamente a Carolena, e de uma sua resposta positiva obviamente. É uma espécie de conversa, breve, concisa e ao mesmo tempo muito profunda. Difícil explicar para quem não está nos meandros do processo: para ser um Sister Studio a dançarina tem que se sentir à vontade dentro do formato. É isso. É um processo que, aliás, e por sorte, não tem fim.

Tribes Brasil Fest, Rio de Janeiro (2010)
BLOG: Você participou do processo de introdução do ATS® no Brasil, quando em 2009 e 2010, você ministrou alguns workshops no país (RJ, SP, RS e BA). Como você enxergava a dança nesta época inicial, quais eram as principais dúvidas e dificuldades das brasileiras perante isso?
Você acha que, apesar de ter passado apenas alguns anos, a dança amadureceu no país ou ainda seu avanço é tímido?
Naturalmente o ATS® no Brasil amadureceu muito. Acontece desde sempre com a dança, assim como com outras correntes artísticas no nosso país, um curioso fenômeno. O contato com as fontes é limitado e difícil, ao passo que a criatividade é grande e ilimitada. Isso pode dar pérolas ou monstros. No principio eu via a dança tribal no Brasil enjaulada nesta dificuldade de acesso, com boas tentativas de superação criativa mas também com muita reprodução infeliz. Hoje parece que tudo mudou, e isso graças à internet, graças à disponibilidade da comunidade ATS® de viajar e de trazer ao país bons professores, e enfim – eu arriscaria dizer - graças à abertura política, econômica e social brasileira. Quando eu comecei a dançar, nos primeiros anos 90, era quase impossível importar um livro, um cd ou um vídeo.


BLOG:  Quando você ainda morava no Brasil, você teve contato com o ATS®? Como eram as informações sobre este estilo que chegavam no país? Como era a Dança Tribal naquela época?
Com Yasmin Nammu, nos anos 90 em São Paulo, eu tive acesso aos primeiros vídeos de Suhaila Salimpour, por exemplo, assim como ao primeiro livro de Wendy Buonaventura. Eu não tive nenhuma informação explicita sobre o nascente ATS® daqueles anos, mas indiretamente sim, porque Jamila Salimpour era mencionada naquelas fontes. Mas denominação “estilo tribal” eu só vim a conhecer quando já morava na Europa.

BLOG: Como você descreveria seu estilo;como você se expressa na dança?
Meu estilo reflete a variedade de influências que busco. Em um certo aspecto é avant la lettre, revolucionário. Ao mesmo tempo, é sóbrio e delicado - creio eu. Minha melhor expressão é no teatro. Contando uma história, mesmo que abstrata, através da dança. O teatro-dança é meu grande amor e os melhores momentos do meu percurso artístico se deram nessa forma. Posso citar dois trabalhos que fiz como atriz-dançarina sob a direção de grandes mestres, o primeiro com a companhia de Oretta Bizzarri (“Tango o della casta voluttà”, 2005) e o segundo com a companhia de Fabio Ciccalè (“Free Lux Dei”, 2009), além dos dois espetáculo que dirigi, “Al-muallaqat/Le sospese” (2008) e “Frida Suite” (2012).

  BLOG: Quais seus projetos para 2014? E mais futuramente?
No ano que vem eu estarei viajando bastante com meus workshops pela Itália. Também viajarei com um novo e entusiasmante projeto que se chama ATS® Sisters Collective, composto por cinco FCBD® Sister Studios de diversos países: eu e Silvia Grassi- Italia, Ilhaam-Espanha, Gudrun Herold- Alemanha, e Philippa Moirai- Grã-Bretanha.

ATS Sisters Collective (2013)
Photo Federico Ugolini

Em maio haverá a quarta edição do Roma Tribal Meeting. Quero também retomar meu último espetáculo teatral, “Frida Suite”. Gostaria de mostrá-lo um pouco mais, inclusive no Brasil. E, no dia-a-dia, tenho minhas alunas e minha escola para cuidar. Mais futuramente... eu não sei. Gostaria de poder passar mais tempo no Brasil, isso sim.

BLOG: Improvisar ou coreografar?E por quê?
Na improvisação está a genialidade do ATS®. Eu adoro improvisar, adoro ver colegas e alunas improvisando, porque o caráter efêmero da improvisação torna cada performance única. Se dança pelo prazer de dançar. Mas quando se trata de teatro-dança a improvisação não pode existir, a meu ver. Cada mínimo gesto teatral é estudado, cada movimento é coreografado. Para que se possa atingir uma expressividade mais complexa, a dançarina não pode estar à mercê das surpresas da improvisação.

BLOG:  Você trabalha somente com dança?
Sim.

BLOG: Deixe um recado para os leitores do blog?
A dança necessita de inspiração: na vida e na arte devemos buscar autenticidade, amor, emoções, beleza, para que retornem, na nossa dança.

 
Contatos






Para conhecer mais o trabalho desta bailarina, acesse seu canal no Youtube!

RETROSPECTIVA TRIBAL 2010


Olá pessoal!

Decidi fazer um post sobre os acontecimentos mais marcantes na dança tribal em 2010. Caso eu venha a me esquecer de algum, fiquem a vontade para me lembrar que acrescento aqui^^ E aí, vamos relembrar?

Vamos começar lá em cima, no Nordeste brasileiro, com a caravana Tribal Nordeste, organizado por: Bela Saffe (BA), Aquarius Tribal Fusion(PE), Cia Lunay(PB) e Cia Xamã(RN):



Edição João Pessoa -PB(27/03/2010):





Edição Salvador - BA (15/05/2010):




Edição Natal - RN (17/07/2010):




Edição Recife -PE(27/11/2010):



Continuando no Nordeste, outros eventos que aconteceram lá além da Caravana:

Tribal Bahia -BA( 31/07/2010):


Bahia Orient Festival- BA (2509/2010):




Tribal Extreme - PB (09/10/2010):


Noite das Estrelas - PB(10/10/2010):


Mostra Etnos Tribes - BA (23 e 24/10/2010):


Descendo mais um pouco chegamos nos eventos e workshops realizados no estado de Goiás:



Indo para o Sudeste temos em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro:

13 DE MARÇO DE 2010 - ASMAHAN(RJ):


13 DE MARÇO DE 2010 0 - ESTÚDIO HERRES (RJ):

14 DE MARÇO DE 2010- MARATONA THE FUSION BRASIL (MG):



11 DE ABRIL - KALUA FEST(MG):

15 DE ABRIL DE 2010 - LALTERNATIVA ORIENTAL 1ª EDIÇÃO (RJ):



17 E 18 DE ABRIL DE 2010 - UNDERWORLD FUSION FEST(NOVA FRIBURGO-RJ):



24 DE ABRIL DE 2010 - NOITE TRIBAL (SP):



17 DE JUNHO DE 2010 - ALTERNATIVA ORIENTAL 2ª EDIÇÃO(RJ):


27 DE JUNHO DE 2010 - RIO ORIENT FESTIVAL (RJ):



24 DE JULHO DE 2010 - TRIBES BRASIL (RJ):



07 DE AGOSTO DE 2010 - CAMPO DAS TRIBOS 1ª EDIÇÃO (SP):





04 E 05 DE SETEMBRO - GRAND SHOW DE GALA DSA E BDSS (SP)



11 DE SETEMBRO DE 2010 - ALTERNATIVA ORIENTAL 3ª EDIÇÃO (RJ):


18 DE SETEMBRO DE 2010 - RAKS FUSION (MG):



22 DE SETEMBRO DE 2010 - 1º CON.FUSION (SP):





09 DE OUTUBRO DE 2010- 1º cONCURSO DE DANÇAS ÁRABES DE SOROCABA E REGIÃO (SP):


16 DE OUTUBRO DE 2010- BELLY TRIBAL CAMPINAS (SP):


30 DE OUTUBRO DE 2010 - ASMAHAN NIGHT HALLOWEEN (RJ):



30 DE OUTUBRO DE 2010 - MARATONA THE FUSION BRASIL (RJ):



20 DE NOVEMBRO DE 2010 - ALTERNATIVA ORIENTAL 4ªEDIÇÃO (RJ)



04 DE DEZEMBRO DE 2010 - 4º FESTIVAL VENTRE E FUSÃO (MG)


05 DE DEZEMBRO DE 2010 - CAMPO DAS TRIBOS 2ª EDIÇÃO (SP):




18 DE DEZEMBRO DE 2010 - CORES DO PORTAL (RJ):

Indo para o sul....

16 DE ABRIL DE 2010 - SHOW E WORKSHOP COM NANDA NAJLA (RS):



07 DE OUTUBRO DE 2010 - PRIMEIRO VIDEODANÇA TRIBAL, PRIMEIRA OBRA TRIBAL A ENTRAR EM UMA EXPOSIÇÃO DE ARTE CONTEMPORÂNEA



Não confundam VIDEODANÇA com videoclip, ou com um mero registro coreográfico. Há muita pesquisa e um trabalho poético por detrás de uma videodança.

" A videodança pode ser definida como uma linguagem artística híbrida, que surge da combinação entre dança e vídeo. Ela afirma-se como uma linguagem de mediação tecnológica e não como um processo de colagem; tampouco como mera exploração de efeitos técnicos".


ISOLADO

Trabalho de pesquisa artista visual e bailarina profissional de Tribal Dance Mariáh Voltaire.
Esse foi um primeiro experimento realizado a fim de fazer uma fusão entre a dança tribal e a videodança no Brasil, Mariáh Voltaire está sendo pioneira na pesquisa de videodança dentro do universo da dança tribal, e dará continuidade a essa pesquisa na Europa em 2011.

Há no mundo contemporâneo a necessidade de diluir e deslocar fronteiras culturais. Essa necessidade gerou mudanças nos comportamentos sociais, os meios de comunicação expandiram, e em reflexo, as pessoas se renovam a cada instante, aumentando a interatividade e a relação entre os indivíduos.
A possibilidade de usar o vídeo como um novo meio de conceber arte, fez com que a artista Mariáh Voltaire enxergasse uma nova realidade corpórea. Nasce dessa investigação uma nova linguagem, a videodança que transmite ao espectador de maneira simples e intimista, todo o sentimento da artista pela Dança Tribal. Em seus movimentos coreografados e isolados, Mariáh Voltaire redescobre a beleza de um visual étnico com trajes cheios de elementos tribais. Dialogando com o seu meio e tempo de modo fusivo, as imagens vêm acompanhadas de um discurso sonoro complementar que tem referência ocidental e oriental, com a intenção de preservar essa miscigenagem cultural.



20 DE NOVEMBRO DE 2010 - 1º TRIBAL FEST CURITIBA (PR):




27 DE NOVEMBRO DE 2010 - DANÇA TRIBAL ESPECIARIAS-GRUPO MASALA (RS):



Workshops de bailarinas internacionais de tribal que ocorreram em terras brasileiras...

- GENEVA BYBEE (USA) E ISABEL DE LORENZO (IT) :




* 24-25 DE JULHO DE 2010(RJ)
* 31 DE JULHO DE 2010 (BA)
* 07 E 08 DE AGOSTO DE 2010 (RS)
* 11 DE AGOSTO DE 2010 (SP)


- MORIA CHAPPELL(EUA) - 04 E 05 DE SETEMBRO DE 2010 (SP):


- SHARON KIHARA (EUA) - 09 E 10 DE OUTUBRO DE 2010 (PB):



- LORENA ROJAS (MEX) - NOVEMBRO DE 2010:


* 06 E 07 DE NOVEMBRO(RJ)
* 13 DE NOVEMBRO (SP)


E nossas tribaldancers brasileiras em terras extrangeiras...

- JHADE SHARIF (RJ) - REPRESETANTE DO BRASIL EM ROSÁRIO, ARGENTINA


- ARIELLAH LA GALA(ARG) - 07-09 de maio de 2010



::Participação da imersão por Gabriela Miranda(RS)e Yoli(SP)::

- TRIBAL FEST 10 (EUA) - 12-16 DE MAIO DE 2010:



::Ana Lua (SP)::


- SPIRIT OF THE TRIBES #10 (EUA) - 28-31 DE MAIO DE 2010:

:: Kilma Farias(PB)::


:: Nanda Najla (MG)::


:: Bela Saffe (BA)::


- MARIANA QUADROS (SP) - REGISTRADA EM ATS NO FCBD STUDIO, POR CAROLENA NERICCO(EUA)



- OPA FEST! (ARG) - 09 A 11 DE OUTUBRO DE 2010

:: Nanda Najla(MG)::


:: Gabriela Miranda(RS) e Yoli(SP)::

::Ana Lua (SP)::


::Cia Xamã (SP)::


-MARÍLIA LINS NA COSTA RICA- RETREAT COM RACHEL BRICE

- GOTHLA.ES (ESP) - 30 DE OUTUBRO DE 2010:

:: Joline Andrade (BA)::


- SEMINARIO INTERNACIONAL DE TRIBAL FUSION (PER)- 26 A 28 DE NOVEMBRO DE 2010 :

:: RENATA VIOLANTI(RJ)::

Parabéns a todas vocês!!! Lilililililili!

Em 2011 com certeza o nosso tribal irá expandir mais fronteiras!

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