Destaque Tribal Novembro 2013 pt4: Mari Garavelo

Lindo improviso da bailarina Mari Garavelo (SP), variando entre o vintage, balkan e solo de percussão. Movimentos leves, precisos, com muita técnica, desenvoltura e graciosidade.
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Look do Dia: Kilma Farias (PB)


 Esse é um dos figurinos mais bonitos e ricos em detalhes vestido por Kilma Farias, no Espetáculo SIX. Além desse, todos os demais figurinos do espetáculo, igualmente bem confeccionados, foram produzidos pelo Simone Galassi Atelier.  O figurino conseguiu unir bem o estilo tribal brasileiro em seu conceito, escolha de cores e contas de bijuteria. Eu achei que a predominância da cor vermelha bem característico não só do Nordeste, mas da bandeira da Paraíba. Os outros detalhes em azul e verde deram um colorido especial, trazendo alegria, lembrando, na minha opinião, um pouco da biodiversidade brasileira. As miçangas coloridas deram um charme especial e bem brasileiro, mas de forma bem elegante , juntamente com as rendas no sutiã, pela calça. Eu gostei muito dos detalhes de renda juntamente com toda a composição do figurino, pois realmente me remetou uma mistura ente o estilo Rococó e Barroco Brasileiro.

Alguns detalhes que valem a pena serem observados =) :
Bailarina: Kilma Farias
Veste: Simone Galassi Atelier
Acesse:

Notícia Tribal: Entrevista com Kilma Farias no Rodando a Baiana


O primeiro episódio do programa "Rodando a Baiana", conta com a participação de Kilma Farias (PB). Na entrevista, Kilma conta sobre sua história e sua escolha de deixar sua profissão dentro da publicidade para viver de dança no Brasil.

Destaque Tribal Novembro 2013 pt3: Gabriela Miranda


 Linda apresentação da bailarina Gabriela Miranda (SP)! Lindos encadeamentos de movimentos, delicadeza e, sobretudo, muita emotividade e expressão!A iluminação do palco com certeza foi um detalhe na compoisção cênica da dança que veio a acrescentar mais beleza a mesma=)

Destaques Tribais 2013 - 1ª Etapa: Sugestão do Público

  • Para saber sobre algumas modificações de categorias, inserção de novas e período de cada etapa, clique aqui
  • ETAPA 1 ENCERRADA!

    ::Regras da 1ª Etapa::
    1-Pode indicar mais de uma vez em cada categoria;
    2- Existe apenas uma opção obrigatória neste formulário, que é a primeira. As demais categorias é facultativo o preenchimento de todos os campos, já que é sugestão popular.
    3- Tem que ser referente ao ano de 2013 em todas as categorias. Se for de outro ano, não será aceito a indicação;
    4- Na categoria referente aos bailarinos e grupos, tem que ter o vídeo da apresentação(link) disponível no Youtube. Caso a referida performance não seja encontrada na busca do site mencionado, este não entrará na 2ª etapa. Onde está escrito "(VÍDEO)" é necessário colocar o link do Youtube para validar a sugestão.
    5-Na categria de figurino, só serão aceitos indicações de figurinos utilizados em 2013.
    6- Como está surgindo algumas confusões de nacionalidades nos campos, vou coloca a sigla "BR" no lado dos campos que são destinados ao nosso país
    7- Caso seja sugerido mais de um vídeo por grupo ou bailarino(a),a autora remanejará os mesmos para outra categoria ou selecionará o vídeo mais adequado para categoria em questão. O mesmo acontecerá com foto de figurino.
    8- Role a barra lateral para visualizar todas as categorias. No total, são 28 categorias.
    9- Clique no botão "Enviar" no final deste formulário para validar suas respostas.

Destaques Tribais 2013 - Chamada

Nossa! O ano de 2013 passou voando, não é mesmo? 
Então preparem-se para o "Destaques Tribais 2013"! =D

Lembrando que esta seção do blog é anual e começou em 2012 com o objetivo de divulgar o trabalho realizado pelos brasileiros e dar um retorno por parte do público para os mesmos. Não é um concurso e nem para auto-promoção! É uma enquete de opinião que engloba várias categorias, não somente bailarinos de destaque, mas dvds, eventos, workshops e vários outros pontos relevantes dentro do universo tribal. Não é chamado " Melhores do Ano" ou " Prêmio Tribal do Blog Aerith". Eu não escolho quem será o destaque em determinada categoria, e sim o público é quem indica e o público é quem vota! Eu apenas abri espaço no blog para o público mostrar a sua voz e apenas organizo as informações dos resultados e divulgo aqui =) . Acredito que devemos encarar isso como algo positivo e como um feed-back. No primeiro ano eu fiquei muito feliz pela maioria ter encarado dessa forma e das bailarinas terem gostado da idéia pelo retorno do seu público, sabendo, assim, que o trabalho que elas fazem com muito afinco durante todo ano realmente é valorizado pela comunidade tribal brasileira. Eu acho isso muito gostoso e muito importante esse carinho que o público demonstrou. Além do mais, é para ser uma seção mais interativa e divertida para vocês ^^

Esse ano teremos algumas novidades! A primeira é a inserção de novas categorias: "Destaque Tribal Brasil" e "Destaque Dark Fusion", por serem dois estilo que se destacam muito em nosso país =) Além disso teremos "Destaque Videodança Nacional", com o intuito de divulgar mais esta ferramenta artística e estimular o desenvolvimento dos projetos de videodança no país.Teremos substituindo a categoria "Bailarina Tribal Internacional Favorita" por três categorias: "Destaque Solo Internacional" , "Destaque Grupo Internacional" e "Destaque ATS/ITS Internacional",para que àqueles que participem das duas etapas sejam pessoas envolvidas com o meio tribal. Teremos uma categoria sobre a principal notícia do universo tribal que se destacou no ano de 2013, “Destaque Notícia Tribal”. E a união de duas categorias, “ Destaque Emoção” e “Destaque” Expressão”, para: “Destaque Cênico”, pois elas acabam sendo um pouco reduntante, com um limiar bem tênue de diferença,que não sei se o público está conseguindo discernir de fato. Então, para não terconfusões, achei melhor uni-las

A enquete será dividida em duas partes,com mais duração entre cada etapa, o que foi levantado na última vez.

1ª etapa) Indicação do público (Duração:24/11-20/12)
Aqui vocês irão indicar seus favoritos para cada categoria! 

-Pode indicar mais de uma vez;

- Tem que ser referente ao ano de 2013 em todas as categorias. Se for de outro ano, não será aceito a indicação;

- Na categoria referente a bailarinos e grupos, tem que ter o vídeo da apresentação(link) disponível no Youtube. Caso a referida performance não seja encontrada na busca do site mencionado , este não entrará na 2ª etapa.

-Na categria de figurino, só serão aceitos indicações de figurinos utilizados em 2013.

- Caso seja sugerido mais de um vídeo por grupo ou bailarino(a),a autora remanejará os mesmos para outra categoria ou selecionará o vídeo mais adequado a categoria em questão. O mesmo acontecerá com foto de figurino.
- Esse ano estarei colocando “Indicações da Autora”  =) Será uma forma transparente que pensei de dar a minha indicação na primeira etapa. E todas as indicações que darei são as que estão disponíveis em postagens do Blog durante o ano de 2013, nas seções" Destaque Tribal" (vídeos), "Notícia Tribal" e "Look do Dia".
 
" Destaques Tribais 2013 - Categorias Ilustrativas"(Duração: 21/12-01/01)
Teremos um pouco mais de uma semana apenas para divulgar os víde e fotos das categorias. A cada dia estarei divulgando uma ou mais categorias. Assim, dará tempo para que o público/leitor assista e/ou conheça o trabalho de cada bailarino(a) , grupo, atelier,etc. O intuito é de você acessar os vídeos indicados, conhecer mais trabalhos de bailarinas que não conhecia, reconhecer talentos e poder dar sua indicações na 2ª etapa de forma mais consistente.

2ª etapa) Votação (Duração:01/01-26/01)
A partir das indicações realizadas na 1ª etapa, será aberta a votação de todas as categorias  e você poderá votar em mais de uma opção na mesma categoria.

Esse ano teremos a opção obrigatória de colocar o seu estado, pois isso é importante para termos noção da concentração do público que está votando, se é uma amostragem concentrada em uma região ou se é mais heterogênea. Acredito que também seja importante para os bailarinos terem conhecimento de onde vêm seu público admirador =)

O resultado escolhido pelo público e será divulgado gráficos para cada categoria, assim todos que estão participando ficam sabendo a opinião do público com relação ao seu trabalho também, e não somente o(s) mais votado(s).

Entrevista Especial de Aniversário:
Em 2014, a Entrevista Especial de Aniversário do Blog será dedicada a categoria "Destaque Revelação", pois o Blog tem o intuito de abrir espaço para divulgação dos trabalhos realizados no Brasil e, nada mais justo, de que divulgar o trabalho de bailarinas recentes e talentosas,que merecem oportunidade de espaço para também serem conhecidas =)  A entrevista será divulgada no mês de março. 


Resultado: 27/ 01/2014 

Então, anotem suas sugestões que já começou a 1ª etapa de Sugestões do Público/Popular aqui no Blog \o/

 Etapa 1 - Sugestão do Público
ETAPA 1 ENCERRADA!

Resultado 
Parte 1
Parte 2
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Look do Dia: Sara Félix (PR)

Nosso Look do Dia é da bailarina Sara Félix (PR)! Sara sempre tem os figurinos lindos,com muito abuso de joalherias étnicas que sempre compõem o mesmo com muito força, dando bastante diferencial. 

Eu gostei muito do figurino!O modelo do top em triângulo é muito interessante,mas o detalhe mais legal foram os pingentes e rebites étnicos no top:
Com a imagem de lado podemos ver melhor os detalhes do figurino, como a saia em listras/faixas azuis e brancas, alguns detalhes com listras coloridas, como as cores do arco-íris. O cinto com muitas jóias e medahões em seu percusso. Além do lindo, enorme e colorido headpiece com um medalhão indígena norte-americano.

Bailarina: Sara Félix
Veste: Atelier Sara Félix

Look do Dia: Rebeca Piñeiro (SP)


Esse foi um dos figurinos mais criativos e belo que já vi! Não só por atender a uma temática e refletir bem um personagem, mas pelo própria modelagem do figurino!

A proposta do figurino foi para a interpretação da deusa mitologica Afrodite, cujo tema Mitologia, do Festival Oriental Fair III, propiciou tal criação de dança e figurino, criando juntos a personagem.

O figurno conseguiu retratar por si só todo um arquétipo greco-romano, com um tecido leve,trançamento do top e, um dos pontos mais sutis, foi a ligação , por argolas, do top a saia, que forma uma "cauda" até a face posterior do figurino, ligando este às costas e pescoço. Um dos figurinos mais belos, de muito bom gosto, delicado e refinado. Parabéns a Loja Khalidah( Lilian Kawatoko) e Rebeca Piñeiro,que em conjunto idealizaram tal criação, com muita sensibilidade em conseguir captar algo inanimado e transformá-lo em um figurino e, juntamente no corpo da bailarina, propiciar a vida em forma de dança. Acho que isso é o mais difícil na confecção de vestuário para dança tribal.

Bailarina: Rebeca Piñeiro (SP)
Figurino: Loja Khalidah
Headpiece: Tribal Skin Ateliê
 
Acesse:
 

Destaque Tribal Novembro 2013 pt2: Crys Eda


Linda apresentação da bailarina Crys Eda (SP) no Festival Tribal Skin 2013. Adorei a escolha de música eletrônica super empolgante com muto shimmie,breaks e quebrados de quadril. Muita técnica e desenvoltura. Arrasou!

Look do Dia: Gabriela Miranda (SP)

 Estreiando o Look do Dia, uma sub-seção do Showcase Art'Tribal que é uma seção de divulgação de ateliês, eu escolhi a baialrina Gabriela Miranda, de São Paulo! Eu sou super fã dos figurinos da Gabi, não só pelo ótimo acabamento dos seus trabalhos, mas pela criatividade com relação a confecção dos mesmos. Uma das coisas que mais me chamam a atenção também é a temática por trás de cada figurino. Eu lembro que na entrevista realizada com ela no blog ela descreve exatamente o que seus figurinos retratam:

"(...) significa “Pele Tribal”, então na verdade não seria como se você usasse um figurino, mas sim a sua “pele” de dança... algo que está ligado à você, à sua personalidade e a à sua dança, não apenas um figurino."

Neste figurino, a proposta é envolta na temática de sereias!Os detalhes para compor o mesmo são muito ricos:headpieces, alça e colares com pérolas. Eu adorei os detalhes de moedas que juntas formam escamas, no colar, body chain e no cinto! 

Bailarina: Gabriela Miranda (SP)
Veste: TribalSkin Ateliê
 

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Notícia Tribal: Audição para Cia Shaman RN

Abertas as inscrições para compor o corpo de baile da Cia Shaman em Natal, Rio Grande do Norte.
Data da audição: 15/12/2013
Informações: shamantribal@gmail.com

[Resenhando-RJ] Encontros de Folk & Metal RJ 2013

 por Aerith




No meu primeiro post gostaria de abordar um pouco sobre os encontros do grupo Folk & Metal RJ, que surgiu no facebook.

O grupo surgiu em Janeiro de 2013 e, a cada mês, novos membros foram surgindo. Houve um momento em que tudo começou: Ivan Carvalho levantou a idéia de realizarmos encontros dos membros do grupo. Isto me pareceu interessante e tudo foi se desenvolvendo naturalmente.

Este projeto nasceu com o intuito de agregar e fortalecer a cena Folk e Folk Metal brasileira. Todo tipo de material, direta ou indiretamente relacionado com o folclore do nosso e de outros países, que venha a acrescentar ao grupo, é bem-vindo. Os principais temas envolvem a esfera do celta, medieval, viking e paganismo, seja na música, cultura, religião, e também divulgação de eventos e bandas.

Nossos encontros tem um padrão e peculiaridade: eles são sempre feitos ao ar livre, em diferente locais do estado do Rio de Janeiro, e não somente na cidade do Rio. Levantamos as idéias de locais no grupo e votamos, ou seja, a mais votada será o próximo local de encontro.Assim como a data dos encontros, que são sempre em um domingo, a cada três meses, havendo um período de descanso entre dezembro até março, cujas épocas de chuvas prejudicam a ambientação ao ar livre. Sempre fazemos pique-niques, onde cada membro traz comida e bebida. Além disso, cada um vem no intuito de se conhecer, trocar histórias, experiências e mostrar sua arte, seja dançando, cantando, tocando um instrumento musical, recitando poesias, pintando, fotografando,etc.

Alguns pontos marcantes dos encontros são com certeza a música. Desde a primeira edição contamos com nossa  ”tradicional” Roda de Confraternização de Músicos, em que cada músico do grupo toca junto  improvisando ou combinando o set list, antecipadamente, no grupo. As músicas mais tocadas são tunes irlandesas, de membros que geralmente participam das Irish Sessions Rio; Blackmore’s Night, Omnia, Eluveitie,etc.

 Então, que tal relembrarmos um pouquinho de cada encontro, não é mesmo?


O primeiro encontro foi na Quinta da Boa Vista, na cidade do Rio de Janeiro, dia 07 de abril de 2013. Já nesta primeira confraternização fiquei impressionada por terem vindo cerca de 30 pessoas do nosso estado! =D Neste encontro tivemos o apoio do Fã Clube Eluveitie Brasil, com o sorteio de um cd da banda Eluveitie, do álbum Helvetios, cuja sorteada fora Beatriz Reichert.

1º Encontro- Quinta da Boa Vista -RJ

Nosso primeiro encontro trouxe a essência folk à flor da pele, com músicos fantásticos que tocavam flautas, violões, gaita de fole, cajón, pandeiro e até um hurdy gurdy! Ao final da tarde, estávamos todos com aquele gostinho de “quero mais”, o qual alimentou nossas expectativas paras os encontros que estavam por vir. Alguns membros, incluindo a minha pessoa, fomos apreciar, à convite de Kevin Shortall e Pedro Rezende, a Session, que é realizada todo primeiro domingo de cada mês. Indico como um bom programa cultural no Rio! 

E vamos unir a cena folk carioca! ;)


Vídeos:

Bônus:

Para quem foi na Irish Session Rio no mesmo dia vai aí um vídeo, também gravado pela Liz Barros, para relembrarmos! =D



O segundo encontro foi realizado em Nova Friburgo, cidade da Região Serrana do estado do Rio de Janeiro. A cidade e local foram sugeridos por Helem Biar e Edson B. da Silva, sendo realizado o segundo encontro no  Parque Municipal Juarez Frotté, no dia 14 de julho A partir deste, o “formato” dos nossos encontros folks foram se delineando, espontaneamente, pelos anseios de cada membro. Daí surgiu a idéia de sempre fazermos um encontro folk na época próxima das férias (escolares/acadêmicas) de meio de ano no interior do estado, aproveitando o melhor do clima da região: o frio.


Esse foi o menor dos encontros de 2013, mas o mais aconchegante e poético, ao meu ver. Aproveitamos um cenários a favor da cena folk: friozinho, montanhas, árvores, cachoeiras, música, dança, recitação de poesias e pique-nique. A única crítica que tenho a fazer e, portanto, melhorarmos no próximo encontro da Serra é que os próprios residentes da Região Serrana também participem! A maioria que veio para o encontro era da cidade do Rio de Janeiro;apenas alguns eram de Friburgo =/ Espero que no próximo encontro de Friburgo venham mais pessoas da cidade =D

2º Encontro- Parque Municipal Juarez Frotté | Fotos de Shade Vanicore e Jaqueline Alves


Vídeos:



Nosso último encontro do ano de 2013 foi no Parque Lage, no Rio de Janeiro, no dia 10 de novembro. Este foi o maior encontro e, portanto, o mais movimentado. 


Tivemos apresentação de tribal fusion, não só minha, mas da querida amiga Lince (Fernanda Lira) de São Paulo; fizemos também um dueto de improvisação e depois uma improvisação entre as bailarinas e músicos do encontro! Nossa roda de confraternização de músicos, com novos rostos cantando e tocando. Mais pessoas se achegaram, algumas tímidas , outras mais espontâneas, porém todas sempre bem-vindas. Muita bagunça, gargalhadas, alegrias e, acima de tudo, o sentimento de estar aceito e entregue a um grupo de amigos.

3º Encontro - Parque Lage -RJ | Fotos de Clarissa Ferreira, Sheila da Silva e Jaqueline Alves


Fechamos o encontro com o Amigo Oculto do grupo. Esta também será uma atividade no último encontro do ano para os membros que queiram participar =) Uma boa forma de finalizarmos os encontros de 2013 com chave de ouro.

Amigo Oculto 2013 | Fotos de Jackie Alves



Obrigado a todos que compareceram aos nossos Encontros de 2013! Sem vocês nada disso se tornaria realidade!



Acompanhe nossos encontros:

- Grupo

www.facebook.com/groups/folkemetalrj/

- Página:

https://www.facebook.com/folkemetalrjblog

Entrevista #21: Isabel De Lorenzo


Nossa entrevista do mês de novembro é a brasileira Isabel De Lorenzo que hoje vive e trabalha com o estilo Tribal em Roma, Itália. Isabel nos conta sua trajetório com o ATS® na Itália,seu evento de repercussão internacional na Europa, o Roma Tribal Meeting, seus projetos futuros com a dança e muito mais! Confira!

BLOG: Conte-nos sobre sua trajetória na dança do ventre/tribal. Como tudo começou para você?
Desde pequena eu estudei balé, jazz, dança contemporânea. Sempre com muito amor, com ótimos professores e com muitas amigas ao redor, fazendo pequenas viagens de estudo e apresentações na região de Araraquara, minha cidade natal. Isso foi entre 1976 e 1986, quando então me mudei para São Paulo, para fazer a universidade. Não sei bem explicar por que, mas com essa mudança eu acabei deixando um pouquinho de lado a dança. Mas por pouco tempo. Em São Paulo encontrei casualmente a dança do ventre, com a professora Marcia Nogueira. Ela era encantadora, mas a dedicação aos estudos universitários não me permitiu seguir as aulas com continuidade. E de novo me afastei. Mas esse encontro com a dança do ventre de alguma maneira me marcou profundamente, tanto é verdade que,  assim que pude voltar a dançar (aos 19 ou 20 anos), escolhi a dança do ventre e nunca mais parei.


BLOG: Quais foram as professoras que mais marcaram no seu aprendizado e por quê?  
Tango o della casta voluttà (2005)
Photo Pasquale Modica
Minha querida amiga Yasmin Nammu foi minha primeira mestra (e eu, se não me engano, sua primeira aluna). Passei anos freqüentando seu estúdio em São Paulo. Quando me mudei para a Itália,  foi o coreografo egípcio Saad Ismail quem completou minha formação na dança oriental. Desde que comecei a me interessar pelo estilo tribal, em torno ao ano 2000, minha referência foi sempre Carolena Nericcio, que tive oportunidade de encontrar quatro vezes pessoalmente, das quais a mais importante foi a formação intensiva em São Francisco (2010). Estudei com dezenas de outros professores, alguns bons, alguns maravilhosos e alguns simplesmente “ok”. Para mim um professor tem que transmitir muito mais do que uma técnica, mas uma cultura, um modo de ser, um approach ao movimento e à vida. Nesse sentido, quem mais me marcou na dança tribal foi minha também querida amiga Geneva Bybee.
 
BLOG: Além da dança tribal você já fez ou faz mais algum tipo de dança? Há quanto tempo?
Eu sempre tive curiosidade de conhecer outras danças, e quando posso faço alguma aula ou workshop de flamenco, de butoh, de dança contemporânea ou de balé, de tribal fusion e de danças ciganas. É mais para nutrir a alma, para inspirar no corpo novas posturas. Eu também pratico constantemente pilates e ando de bicicleta.

BLOG: Quais foram suas primeiras inspirações? Quais suas atuais inspirações?
Minha inspiração é sempre a Arte: música, poesia, artes visuais, teatro. É dali que vem todas as minhas idéias, inspirações e projetos.

BLOG: O quê a dança acrescentou em sua vida?
Festival BellyFusions (2011)
Photo Severine Jambot
Em um certo período em que estava refletindo muito sobre o papel da dança na minha vida, eu tive um sonho: estava bordando uma roupa no corpo (como às vezes realmente faço!) e junto com o tecido eu costurava a pele. Não era uma imagem de dor. Era uma representação da dança costurada no corpo, naturalmente. Então, para mim é isso: a dança acrescentou um sentido a tudo, ao corpo e à existência no espaço e no tempo.

BLOG: O quê você mais aprecia nesta arte?

Eu amo muito a imediatez da dança, no sentido que não necessita nenhum instrumento além do corpo. A música, claro, é a parceira número um da dança. Mas nem a música é fundamental, no fundo. Só o corpo mesmo.

BLOG: O quê prejudica a dança do ventre e como melhorar essa situação?Você acha que o tribal está livre disso?
A dança oriental nasceu com um aspecto popular, autêntico e espontâneo, porém possui também outro mais refinado, cortesão e culto. Este segundo aspecto quase se perdeu, e todas as variantes da dança do ventre que hoje são praticadas (inclusive o tribal) provém do baladi, do folclore, do cabaret, da festa. Eu quero dizer que a dança espontânea é legal, mas nem sempre é artística. Fazendo uma analogia, seria o mesmo que a arte em relação ao artesanato. É enfim no teatro – na minha opinião - que a dança pode atingir o máximo da sua expressão, pois no teatro, juntamente com a pura expressividade corporal, entram em jogo outros conceitos como composição, iluminação, direção etc. Eu acredito que a melhor ambição para a dança, seja oriental ou tribal, é o palco.
Tribal Tour Isabel De Lorenzo Geneva Bybee, Salvador (2010)
BLOG: Você já sofreu preconceitos , indignação ou frustração durante seu percurso na dança?E conquistas?Fale um pouco sobre elas.
Ser uma dançarina profissional não é a coisa mais fácil deste mundo, mas é uma grande riqueza, pois a visão de mundo que a dançarina adquire, mesmo enfrentando pequenas frustrações ou preconceitos, é ampla e doce,tornando-se incomparável. Eu não sofri grandes preconceitos ou frustrações, muito menos indignações, e sempre enfrentei os obstáculos com coragem. Claro que não foi assim fácil, pois para sentir-me livre na dança como profissão eu tive simplesmente que mudar de país. Esta foi ao mesmo tempo minha maior dificuldade e minha maior conquista.
 
BLOG:
Você foi uma das primeiras bailarinas brasileiras a se envolver com o ATS®, por quê você começou a querer ou ver necessidade em se aprofundar no ATS®? Como eram as informações sobre o estilo na época em que você começou a pesquisar?
Sabe-se bem que atualmente é muito fácil sentir-se atualizado com os acontecimentos do mundo tribal, por causa da internet acessível a todos. Isso é ótimo por um lado, mas por outro torna o aprendizado superficial. Em 2000 eu descobri a comunidade tribal americana, também pela internet e, imediatamente, comecei a encomendar livros, cds e dvs para estudar, junto com um grupo de amigas na Itália. Constituímos a primeira formação da troupe Carovana Tribale e, apesar de sermos autodidatas, tínhamos já uma longa experiência na dança oriental. Desde então, eu não parei mais de estudar, e nem pretendo parar! O American Tribal Style® me cativou  pelo trabalho de grupo, pela estética, pela filosofia proposta e pela constante evolução.
Tango o della casta voluttà (2005)
 Photo Pasquale Modica
BLOG: Como é o cenário da dança tribal na Itália e Europa na época em que você começou com a dança por lá e como ela é agora? Pontos positivos, negativos, apoio de Roma, repercussão por parte do público bem como pela comunidade de dança do ventre/tribal?
Até 2006, pelo menos, havia apenas dois grupos de tribal na Itália: a Carovana Tribale, em Roma, praticando ATS®, segundo o Fat Chance Belly Dance, e Les Soeurs Tribales,  em Milão, praticando ITS estilo Gypsy Caravan. Somos muito amigas e sempre compartilhamos com alegria o fato de sermos pioneiras. Só bem mais recentemente, com a explosão da Tribal Fusion (após Bellydance Superstars), é que este estilo passou a ter mais visibilidade na Europa. Tem sido um caminho lento,  mas decisivo, vejo que o ATS® atrai cada vez mais dançarinas de outros estilos (seja oriental, seja fusion) que sentem vontade de compartilhar momentos de dança. E assim a comunidade cresce.

BLOG: Conte-nos como surgiu a Carovana Tribale, a etimologia da palavra, seus
integrantes, qual estilo marcante do mesmo e se ele sofreu alguma mudança estrutural ou de estilo desde quando foi criado até agora.
Carovana Tribale (2010)
Photo Raniero Gelli

 A palavra “caravana”, como se sabe, vem da língua persa e significa um grupo que viaja no deserto. Quando denominamos  “Carovana Tribale” (que em italiano significa obviamente “caravana tribal”),com  a primeira formação da nossa troupe (éramos três), tivemos a idéia de simplesmente unir inspirações em torno do conceito de viagem: onde houvesse “tribal”, lá estaríamos em comboio. E assim foi. A troupe se modificou, incluiu alunas por um certo tempo e depois voltou a ser mais profissional. Hoje em dia somos eu e Silvia Grassi, minha aluna de muitos anos e atualmente soberba dançarina, que conduzimos “la Carovana”, por vezes convidando hóspedes, colegas, alunas, ou dançando com a nossa companheira desde muitos anos, Lucilla Giorgetti.



BLOG: Você é produtora do evento Roma Tribal Meeting que se destaca na Itália e vem se destacando no cenário de eventos europeus. Conte-nos como surgiu a idéia do evento, sua proposta e objetivos, organização e elaboração deste,bem como a repercussão do mesmo para a comunidade tribal quanto para seu público na Itália e também abrangendo a Europa.
  
Tribal Tour Isabel De Lorenzo Geneva Bybee,
 Salvador (2010)
O Roma Tribal Meeting surgiu de uma idéia da dançarina americana Geneva Bybee, que esteve várias vezes na Itália, entre 2006 e 2011. Ela teve um papel fundamental na formação da primeira geração de Tribal Fusion na Europa, porque sempre transmitiu técnica de alta qualidade e sobretudo uma filosofia de vida inspiradora para a nascente comunidade Tribal, principalmente na Itália. Com o apoio da minha sócia no centro de dança San Lo’, criamos a primeira edição do Roma Tribal Meeting (em 2010) de maneira muito intuitiva, sem grandes pretensões, e o projeto funcionou. A beleza deste evento (cuja quarta edição será em maio de 2014) é que professoras e companhias de vários países europeus apresentam suas propostas de participação (em resposta uma “Call for Artists”, uma espécie de edital), e assim a equipe organizadora cria um mosaico de workshops e performances que abrangem todos os estilos da dança tribal, do ATS® ao dark/gótico. Alunas de inúmeros países (da Espanha à Rússia, do Reino Unido à Republica Tcheca, etc.) tomam parte aos workshops e se apresentam no Open Stage/Hafla. A cada edição, temos também um hospede especial para a musica ao vivo: já participaram o duo californiano Helm, o beatboxer Pete List, o ensemble de percussão italiano Takadum Orchestra. A cada edição propomos um tema que é discutido por todos numa interessantíssima mesa redonda. É um evento no-profit que obtém resultados excepcionais do ponto de vista do fortalecimento da comunidade, que é, enfim, o nosso objetivo. Neste momento está aberta a “Call for Artists” para a edição 2014. Seria muito bom começar a receber bailarinas de além-mar também!

Isabel De Lorenzo e Carolena Nericcio
BLOG: Em 2010 você obteve sua certificação em ATS® com a criadora do estilo, Carolena Nericcio. Gostaria que nos explicasse melhor sobre o processo de certificação(General Skills/ Teacher Training1 e 2) e como se alcança o tão estimado selo de Sister Studio. E qual importância de conseguir tal certificação, em sua opinião?
A especialização em São Francisco com Carolena Nericcio (em 2010) foi um dos melhores momentos da minha carreira, por várias razões. A experiência de passar quinze dias freqüentando cotidianamente o estúdio-mãe, ou seja, o FCBD®, é em si enriquecedora tecnicamente e humanamente. O General Skills ou resumo do formato ATS®, é uma passagem importante, através da qual a dançarina pode incrementar a própria qualidade técnica e a própria visão do ATS®; é um curso aberto a todos os níveis. O Teacher Training é um precioso método para a transformação do conhecimento acumulado em informação a ser transmitida corretamente. Eu sempre acreditei que uma boa professora necessita muito mais do que um training intensivo, ou seja, uma inteira vida dedicada ao estudo constante e ao ensino consciente. Mas, tenho que admitir, o Teacher Training, mesmo que breve, me acrescentou bastante. O selo Sister Studio é obtido por meio de um pedido endereçado diretamente a Carolena, e de uma sua resposta positiva obviamente. É uma espécie de conversa, breve, concisa e ao mesmo tempo muito profunda. Difícil explicar para quem não está nos meandros do processo: para ser um Sister Studio a dançarina tem que se sentir à vontade dentro do formato. É isso. É um processo que, aliás, e por sorte, não tem fim.

Tribes Brasil Fest, Rio de Janeiro (2010)
BLOG: Você participou do processo de introdução do ATS® no Brasil, quando em 2009 e 2010, você ministrou alguns workshops no país (RJ, SP, RS e BA). Como você enxergava a dança nesta época inicial, quais eram as principais dúvidas e dificuldades das brasileiras perante isso?
Você acha que, apesar de ter passado apenas alguns anos, a dança amadureceu no país ou ainda seu avanço é tímido?
Naturalmente o ATS® no Brasil amadureceu muito. Acontece desde sempre com a dança, assim como com outras correntes artísticas no nosso país, um curioso fenômeno. O contato com as fontes é limitado e difícil, ao passo que a criatividade é grande e ilimitada. Isso pode dar pérolas ou monstros. No principio eu via a dança tribal no Brasil enjaulada nesta dificuldade de acesso, com boas tentativas de superação criativa mas também com muita reprodução infeliz. Hoje parece que tudo mudou, e isso graças à internet, graças à disponibilidade da comunidade ATS® de viajar e de trazer ao país bons professores, e enfim – eu arriscaria dizer - graças à abertura política, econômica e social brasileira. Quando eu comecei a dançar, nos primeiros anos 90, era quase impossível importar um livro, um cd ou um vídeo.


BLOG:  Quando você ainda morava no Brasil, você teve contato com o ATS®? Como eram as informações sobre este estilo que chegavam no país? Como era a Dança Tribal naquela época?
Com Yasmin Nammu, nos anos 90 em São Paulo, eu tive acesso aos primeiros vídeos de Suhaila Salimpour, por exemplo, assim como ao primeiro livro de Wendy Buonaventura. Eu não tive nenhuma informação explicita sobre o nascente ATS® daqueles anos, mas indiretamente sim, porque Jamila Salimpour era mencionada naquelas fontes. Mas denominação “estilo tribal” eu só vim a conhecer quando já morava na Europa.

BLOG: Como você descreveria seu estilo;como você se expressa na dança?
Meu estilo reflete a variedade de influências que busco. Em um certo aspecto é avant la lettre, revolucionário. Ao mesmo tempo, é sóbrio e delicado - creio eu. Minha melhor expressão é no teatro. Contando uma história, mesmo que abstrata, através da dança. O teatro-dança é meu grande amor e os melhores momentos do meu percurso artístico se deram nessa forma. Posso citar dois trabalhos que fiz como atriz-dançarina sob a direção de grandes mestres, o primeiro com a companhia de Oretta Bizzarri (“Tango o della casta voluttà”, 2005) e o segundo com a companhia de Fabio Ciccalè (“Free Lux Dei”, 2009), além dos dois espetáculo que dirigi, “Al-muallaqat/Le sospese” (2008) e “Frida Suite” (2012).

  BLOG: Quais seus projetos para 2014? E mais futuramente?
No ano que vem eu estarei viajando bastante com meus workshops pela Itália. Também viajarei com um novo e entusiasmante projeto que se chama ATS® Sisters Collective, composto por cinco FCBD® Sister Studios de diversos países: eu e Silvia Grassi- Italia, Ilhaam-Espanha, Gudrun Herold- Alemanha, e Philippa Moirai- Grã-Bretanha.

ATS Sisters Collective (2013)
Photo Federico Ugolini

Em maio haverá a quarta edição do Roma Tribal Meeting. Quero também retomar meu último espetáculo teatral, “Frida Suite”. Gostaria de mostrá-lo um pouco mais, inclusive no Brasil. E, no dia-a-dia, tenho minhas alunas e minha escola para cuidar. Mais futuramente... eu não sei. Gostaria de poder passar mais tempo no Brasil, isso sim.

BLOG: Improvisar ou coreografar?E por quê?
Na improvisação está a genialidade do ATS®. Eu adoro improvisar, adoro ver colegas e alunas improvisando, porque o caráter efêmero da improvisação torna cada performance única. Se dança pelo prazer de dançar. Mas quando se trata de teatro-dança a improvisação não pode existir, a meu ver. Cada mínimo gesto teatral é estudado, cada movimento é coreografado. Para que se possa atingir uma expressividade mais complexa, a dançarina não pode estar à mercê das surpresas da improvisação.

BLOG:  Você trabalha somente com dança?
Sim.

BLOG: Deixe um recado para os leitores do blog?
A dança necessita de inspiração: na vida e na arte devemos buscar autenticidade, amor, emoções, beleza, para que retornem, na nossa dança.

 
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